A eleição do Parlamento europeu : uma mascarada onerosa

(Por Thierry Meyssan, in Rede Voltaire, 15/05/2024)


A eleições europeias servem para mostrar que a União Europeia é democrática … uma vez que ela organiza eleições. Claro, este Parlamento não tem de forma alguma os atributos dos parlamentos nacionais. Na realidade, ele não serve para quase nada… salvo para ser eleito. Ele custará durante o seu mandato 15 mil milhões de euros.


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

A eleição do novo Parlamento Europeu realizar-se-á de 6 a 9 de Junho, segundo os Estados-membros. Os parlamentares apenas terão um poder muito limitado : eles votam apenas as leis elaboradas pela Comissão. Desde a sua criação, esta não é mais do que uma correia de transmissão da OTAN-NATO nas instituições europeias. Ela apoia-se em simultâneo no Conselho de Chefes de Estado e de Governo como no Patronato europeu (BusinessEurope). Os parlamentares também só podem expressar opiniões por maioria simples, sem que ninguém as leia ou lhes dê seguimento. Sendo a actual maioria atlantista, todas estas opiniões repetem a logorreia da propaganda da OTAN.

Tradicionalmente, estas eleições servem de escape para as tensões nos diferentes Estados-Membros. Os Executivos, portanto, temem-nas e suscitam uma multiplicação de listas alternativas nos territórios dos seus concorrentes. Em França, onde a legislação de financiamento das campanhas é muito restritiva, o dinheiro que os Estados Unidos e o Eliseu injectam nestas campanhas provêm prioritariamente de Estados estrangeiros (geralmente africanos) e dos promotores de candidatos. Esta estratégia leva a uma impressionante multiplicação de listas : em França são já 21 e na Alemanha 35 !

Embora as eleições sejam sempre feitas mediante listas, cada Estado tem o seu próprio método de escrutínio. Na maior parte dos casos, trata-se de listas “fechadas”, como na Alemanha e na França. Noutros, as listas são transferíveis : os lugares a preencher são disputados um a um (o que diminui o papel dos partidos, mantendo o lado proporcional), como na Irlanda e em Malta. Noutros casos, os eleitores podem alterar a ordem da lista que escolherem, como na Suécia e na Bélgica. Ou ainda, como no Luxemburgo, podem escolher candidatos de listas diferentes. Cada um destes métodos de votação tem as suas vantagens e os seus inconvenientes, mas cada um deles mede coisas diferentes.

Os Tratados tinham previsto partidos “europeus”, mas até à data, não há nenhum; sinal de que não há um “povo europeu”.

Os Partidos nacionais são assim convidados a juntar-se em alianças partidárias europeias que possam designar o seu candidato à presidência da Comissão Europeia. A seguir, é entre eles que o Conselho europeu de Chefes de Estado e de Governo o irá escolher. Este método de eleição indirecta foi estabelecido em em 2014. Na prática, estava antecipadamente identificada a maior coligação. Assim Jean-Claude Juncker, e depois Ursula von der Leyen foram, portanto, designados mesmo antes da sua coligação obter uma maioria relativa.

A possível designação de Mario Draghi como próximo líder da Comissão, significaria que a coligação mais votada teria mudado a sua opinião à última hora. Em princípio teria designado de novo Ursula von der Leyen, mas depois do conhecimento do relatório Draghi sobre a competitividade das empresas europeias, ela iria escolhê-lo. Com efeito, esta manipulação permitiria mudar brutalmente os temas de discussão : durante as eleições fala-se do balanço da administração von der Leyen, mas depois subitamente da federalização da União Europeia em detrimento dos Estados-Membros.

Trata-se de um assunto sobre o qual os eleitores nada compreendem. Podem pensar que « a União faz a força », mas não percebem aquilo que o desaparecimento dos Estados-membros iria significar para eles. A União já não é de todo uma organização democrática, o Estado Europeu sê-lo-ia ainda menos.

Mesmo que Mario Draghi possa não se candidatar, a questão central, e na verdade escondida, é esta : « Devem as populações da União Europeia, ou não, formar um Estado único, embora até à data não constituam um povo único ? ». Por outras palavras, aceitarão que as decisões lhes sejam impostas por uma maioria de « regiões » (já não se falaria mais de Estados-Membros) das quais não fazem parte ?

Esta problemática tinha já sido explicitamente colocada, em 1939, pelo Chanceler alemão Adolf Hitler. Ele pretendia formar uma Grande Alemanha, composta por todos os povos falantes de alemão, colocada no centro de uma constelação de pequenos Estados europeus, todos com base numa etnia. Após a queda do Reich, em 1946, o Primeiro-Ministro britânico, Winston Churchill, que desejava assistir à criação dos Estados Unidos da Europa, ao qual o seu país não deveria de forma alguma pertencer [1]. Tratava-se, para o «Império onde o sol nunca se punha», de poder lidar com um único interlocutor que nunca poderia competir com ele. Este projecto jamais foi concretizado, em seu lugar surgiu um « mercado comum ». É a ele que voltamos agora.

Em matéria económica, a União dirige-se para uma especialização do trabalho : por exemplo, na Alemanha o automóvel, em França os produtos de luxo e na Polónia os produtos agrícolas. Mas, o que vão pensar os agricultores alemães e franceses que serão sacrificados ou os fabricantes de automóveis polacos (poloneses-br) que também o serão ?

Em matéria de política estrangeira e de defesa, a União está já numa linha atlantista. O que quer dizer que ela defende as mesmas posições de Washington e de Londres. Mas esta linha seria imposta a todos, aí incluídos os Húngaros que recusam se tornar Anti-Russos ou os Espanhóis que recusam apoiar os genocidas israelitas. Segundo os Tratados, é a OTAN que é responsável pela Defesa da União. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigia que esta defesa não custasse nada aos Estados Unidos e, portanto, que os Europeus aumentem seus orçamentos militares para o nível de 2% do PIB. Até ao momento, apenas 8 Estados em 27 o fizeram. Se a UE se tornasse um Estado único, este desejo de Washington iria tornar-se uma obrigação para todos nós. Para certos Estados, como a Itália, a Espanha ou o Luxemburgo, isso implicaria uma punção súbita nos seus programas sociais. É pouco provável que as populações em causa apreciem isso.

Além disso, há o caso particular da França, que dispõe de um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Bomba Atómica. Ela teria que pôr esses trunfos ao serviço do Estado único, correndo o risco que a maioria do Conselho Europeu os utilize contra as opiniões francesas. Mais uma vez, as populações em causa, os Franceses na ocorrência, não o aceitarão.

Por outro lado, o Estado-Europa (sem relação com o continente europeu que é muito mais vasto) seria, portanto, um Império, muito embora uma parte do seu território (Chipre-Norte) esteja ocupado pela Turquia desde 1974 e ao qual ele se acomoda tranquilamente.

Nenhum destes problemas é novo. Foi por causa deles que certos políticos, entre os quais o General Charles De Gaule, aceitaram o «mercado comum» e recusaram a «Europa Federal». Agora, voltam ao centro das preocupações dos dirigentes europeus atlantistas, mas não dos seus povos. É por isso que esses dirigentes tudo farão para os esconder durante estas eleições. Este é o assunto central, e é também o que realmente incomoda.

A estes problemas políticos acrescenta-se um problema organizacional. A era industrial deu lugar à da informática e da inteligência artificial. As organizações verticais do início do século XX, seja na economia ou na política, deram lugar a outras organizações horizontais, em rede. O modelo vertical do Estado-Europa está, pois, ultrapassado antes mesmo de ver a luz do dia. Além disso, todos os que a conhecem perceberam já o vazio desta enorme máquina administrativa que apenas leva, no fim de contas, ao abrandamento do crescimento que ela devia estimular. Agora a União está muito atrás da China, da Rússia e dos Estados Unidos. O projecto federal não só não lhe permitirá recuperar, mas irá fazê-la recuar mais diante das potências emergentes.

Poder-se-ia pensar que os partidários do Estado-Europa tem interesse em suscitar uma ampla participação a fim de legitimar o seu projecto. Mas não é esse o caso, uma vez que não se fala do projecto federal nesta campanha ; o qual se reserva para o dia seguinte com Mario Draghi. Por isso, fazem tudo o que está ao seu alcance para realçar que a instituição realiza eleições – o que supostamente bastaria para as tornar democráticas — e garantir que participe o menor número possível de pessoas. Assim, a participação em toda a UE poderia ficar abaixo da metade dos eleitores.

[1] « Discours de Winston Churchill sur les États-Unis d’Europe », par Winston Churchill, Réseau Voltaire, 19 septembre 1946.

Fonte aqui.

16 pensamentos sobre “A eleição do Parlamento europeu : uma mascarada onerosa

  1. Os estados-nação acabaram? A nova geopolítica multipolar

    “No seu novo ensaio, A Derrota do Ocidente , Emmanuel Todd põe em causa o “axioma” do Estado-nação que rege as relações internacionais desde o século XVIII até hoje (axioma fundador das “Nações Unidas” ). Ele propõe “uma interpretação, por assim dizer, pós-euclidiana da geopolítica global” , que não se baseia no Estado-nação, mas antes levanta a hipótese do seu desaparecimento iminente 1 .
    Todd, de passagem, dissipa um mal-entendido amplamente partilhado por uma dissidência francesa que imagina que a “multipolaridade” que está a ser implementada será compatível com a “soberania” de um país europeu como a França. A multipolaridade é uma ordem mundial cujos principais actores serão grandes grupos civilizacionais regionais. A França não faz parte dela, nem qualquer outra nação europeia. Poderá a Europa, que quer ser uma multipolaridade por direito próprio, tornar-se um pólo civilizacional na multipolaridade global?
    Samuel Huntington e o retorno das civilizações
    Os Estados-nação, tal como os entendemos hoje, são uma invenção europeia imposta como modelo ao resto do mundo no século XIX, por vezes com traços largos de lápis desenhados com uma régua em mapas, com desrespeito pelas identidades e rivalidades étnicas. Esta divisão do mundo em Estados-nação não apagou outras realidades, por exemplo, o facto de certas potências como a Rússia ou a China serem Estados multinacionais e não nações, mesmo que tenham o seu próprio bilhete de identidade nas Nações Unidas.
    A tese de que os Estados-nação perderão o seu papel central na geopolítica global é defendida por Samuel Huntington em The Clash of Civilizations , publicado em 1996 e traduzido em todo o mundo. Este é um livro excelente e até essencial. A sua má reputação provém, em parte, do seu título e da sua exploração pelos neoconservadores. Notemos primeiro que o artigo publicado por Huntington em Foreign Affairs em 1993, do qual o livro é uma versão ampliada, trazia o título “O Choque de Civilizações?” com um ponto de interrogação.
    Aliás, o título completo do livro é, em inglês, The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order . Mas notamos que, de uma edição para outra, a segunda parte do título foi ficando cada vez menor. Na tradução francesa, desapareceu completamente. Isto não é trivial, porque a Ordem opõe-se obviamente ao Clash , e é óbvio, ao ler o livro, que Huntington não está a defender o “choque” de civilizações, mas sim uma nova “ordem mundial” entre civilizações.
    …”
    Continua aqui:
    https://lesakerfrancophone.fr/les-etats-nations-cest-fini-la-nouvelle-geopolitique-multipolaire
    publicado em17 de maio de 2024 por Le Saker Francófono
    Por Laurent Guyénot – maio de 2024

  2. Isso de ver comunistas em todo o lado e uma bandeira da extrema direita bacoca e o Bolsonaro foi um grande profeta que via nas escolas e nas universidades viveiros de comunistas pelo que achava que o que, era preciso era criar colégios militares onde as crianças aprendessem a amar a pátria e respeitar a autoridade.
    Milei também prometeu livrar a Argentina do comunismo que estava em todo o lado. Até agora só conseguiu livrar boa parte do povo argentino do hábito nefasto de comer todos os dias, que é muito mau para o colesterol. Com o FMI, essa grande instituição anticomunista a aplaudir.
    Toda a extrema direita vê comunistas em todo o lado e por isso arroga se o direito de cortar como puder toda a oposição por isso ser tudo uma cambada de comunistas.
    Até alguém tratou de lembrar que o quase assassinado Robert Fico foi comunista no tempo da outra senhora lá do sitio.
    Agora na Europa Ocidental nunca o comunismo mandou pelo que a responsabilidade pela grande alhada em que estamos metidos nada tem a ver com comunismo mas com práticas muito próximas do fascismo. Mas essa do são todos comunistas e uma velha cartilha da extrema direita que até justificou assassinatos em massa como os verificados nas ditaduras latino americanas, na Espanha Franquista, na Indonésia de Suharto e outros cenários por esse mundo.
    Por isso nada de estranho que tenhamos por aqui um capelao, como já tivemos um fiscal que ladrava o mesmo com tais similaridades de discurso que as vezes até me parecem a mesma pessoa.
    As vezes parece me que não porque este capelao pelo menos não nos insulta por não apoiarmos o genocídio sionista. Mas talvez o homem se lembre que foi justamente por isso que perdeu a pena por estas paragens e daí que va simulando também não achar grande graça ao genocídio em curso embora não se chateie muito com isso.
    De resto a cartilha é a mesma, talvez ainda mais azeda. Apoio sem restrições a nazis a nível externo e louvores a extrema direita a nível interno.
    E os insultos, claro, decalcados das sabias palavras do fiscal que pelo menos nunca se deitou a adivinhar o peso de algum dos outros comentadeiros. Talvez seja mesmo o fiscal, a tentar canhestramente ter alguma piada.
    Por mim vou me limitar a deixar o homem ter pesadelos com comunistas a dominar o mundo de Vladivostok a Lisboa e deixar me disso de bater boca com ele. “não lutes com um porco, só conseguirás encher-te de lama”.
    Pelo que vale mais mandar o escravo que se diz alforriado ir ver se o mar dá choco. Ou tubarão, caravela portuguesa e outros bichos marinhos.
    Quanto ao Parlamento que para pouco mais serve do que para gastar o nosso dinheiro nao há muito a dizer.
    Vao ser mais uns tachos a peso de ouro para as extremas direitas de toda a Europa pois que com a censura e o levar das extremas direitas ao colo um pouco por todo o lado na comunicação social e nas redes sociais o resultado vai ser o que a elite dominante quer. Mais extrema direita, mais discursos de ódio e mais rios de tinta a dizer que a extrema direita é um perigo.
    E um perigo sim senhor mas todos sabemos bem quem a alimenta.
    E a alimentação começa na escola que a extrema direita diz ser um viveiro de comunistas ou pelo menos de marxistas. Quando o branqueamento do nazismo e do fascismo foi a imagem de marca, por exemplo, do ensino de história nas últimas décadas.
    Conheci alguns professores de história, que o senhor capelao apelidara de comunistas, que até pregavam saltos porque viam bem as consequências que isso poderia ter quando os jovens começassem a votar. Os resultados estão a vista.
    Quanto a quem realmente manda na Europa todos sabemos que quem manda são os tais burocratas que não elegemos mas toda a gente acha que está muito certo porque, teoricamente, tendo em conta o que por aí vai, elegemos os Governos que por lá depois vão cozinhar a nomeação daquela trupe que essa sim manda e desmanda até nas coisas mais básicas da vida do gado.
    Mas não me parece que se fossemos nos a elege los mudasse muita coisa. Com uma boa dose de propaganda e censura, a mesma que poe a malta a votar na tal extrema direita de fiscais e capelaes que vê comunistas em todo o lado, teriamos gente com a mesma mentalidade da senhora de cabelo lambido embora certamente com mais dotes oratórios. Não me parece que Ursula Van de Pfizer aguentasse o stress de uma campanha eleitoral e o cheiro da plebe.
    Com esta eleição indirecta a elite poupasse desta maçada de ir a votos para a qual não está preparada.
    E, claro, essa senhora corrupta até à medula que comprou 70 vacinas Pfizer por cada desgracado que cá vive é tambem comunista segundo as sabias palavras do senhor capelao.
    Mas como ninguém a elege, é mesmo com ela que temos de levar. É se não for ela será outro pior ainda, se é que tal é possível pois que esta senhora é a sua camarilha são infatigaveis defensores de nazistas e sionistas e insultam como podem os de tractores.
    Estamos bem entregues.

      • Estão proibidos? Por quem, Capelão Barretão? Pela sua própria estupidez não é de certeza. Faz lembrar a dos visionários que vêem unicórnios em todo o lado, aquelas ladaínhas engraçadas para encantar pategos como tu.

    • Dois comunistas?
      Dois fascistas?
      Dois nacionalistas?
      Dois que se reclamavam do socialismo, pelo menos. Nacional-socialismo e comunismo.

      ” Em 22 de setembro de 1939, o 4º Batalhão da 29ª Brigada de Tanques Leves Soviética entrou na cidade de Brest-Litovsk. Escolhidos por motociclistas alemães do exército de Hitler, eles circularam sob os “Arcos da Vitória” erguidos para a ocasião e decorados com suásticas e estrelas vermelhas.

      Este desfile militar, supervisionado conjuntamente pelo general do exército nazista Heinz Guderian e pelo comandante soviético Semyon Krivoshein, marca o início da ocupação nazista-soviética da Polônia e territórios fronteiriços.

      A cooperação entre Hitler e Stalin para ocupar a Polônia e dividir os territórios em “áreas de influência” foi estabelecida no Pacto Ribbentrop-Molotov; um tratado de “paz” e cooperação entre a Alemanha nazista e a URRS de Stalin assinado em 24 de agosto do mesmo ano. … ”

      https://litci.org/es/ribbentrop-molotov-el-pacto-stalin-hitler-para-repartirse-europa/ (é trotskista para para o caso serve perfeitamente)

      Na primeira foto, o Cu de Chumbo, como era conhecido Molotov, assina o Pacto.

      Bolsonaro! Bolsonaro! Millei! … ah ah ah ah ah ah ah

      Um PIDE nunca deixa de ser PIDE, mas o Fico quando dá jeito deixa de ter sido comunista.

      Putin é comunista como todos sabemos, é ele que é o secretário-geral do PCFR e não o Guennadi Ziuganov. A Rússia Unida é o “nosso” PCP e o PCFR representa o papel dos Verdes, verdes por fora e vermelhos por dentro. Tudo isto para nos enganarem.
      Quando dá jeito apoiamos Putin que é de direita e nacionalista. Mas recusamos fazer o mesmo em Portugal. Apoiamos Putin, porque sabemos que ele é comunista. Ah ah ah ah
      Confusos? É caso para isso.

      • Oh Relvas, vai estudar!

        “25 de outubro a 1 de novembro de 1936 A Alemanha nazista e a Itália fascista assinam um acordo de cooperação no dia 25 de outubro. Em 1º de novembro, a criação do Eixo Roma-Berlim é anunciado.”

        “25 de novembro de 1936 A Alemanha nazista e o Japão Imperial assinam o “Pacto Anticomintern”. O Pacto é direcionado contra a União Soviética e contra o movimento comunista internacional.”

        “29 de setembro de 1938 A Alemanha, a Itália, a Grã-Bretanha e a França assinam o Acordo de Munique, forçando a República da Tchecoslováquia a ceder a região dos Sudetos, incluindo ai importantes posições estratégicas de defesa militar daquele país para a Alemanha nazista.”

        “14 e 15 de março de 1939 Sob pressão alemã, os eslovacos declaram sua independência e criam a República da Eslováquia. Os alemães ocupam as províncias desmanteladas da Tchecoslováquia, em violação ao Acordo de Munique, e formam o Protetorado da Boêmia e da Morávia.”

        Ainda um bónus para pategos:

        How Bush’s grandfather helped Hitler’s rise to power

        https://www.theguardian.com/world/2004/sep/25/usa.secondworldwar

        • Burro Albardado, URSS, comunistas.
          Não desvies a conversa, como te ensinaram no curso de militante. Ou a uma pergunta, respondas com outra, ou então digas a clássica: vá lá! responde! não dizes nada? tens medo? …
          Obrigado pelo link, mas não me dás novidade nenhuma, a mim. Podes dar a outros. Tal como podes dar, se disseres que o lugar mais seguro em Colónia era na fábrica de automóveis da Ford, já que os bombardeamentos “aliados” tinham dificuldade em acertar. 😁 E quando acertaram já no fim, tiveram que pagar (via Plano Marshall):
          https://www.quora.com/Did-Ford-sue-the-US-government-for-bombing-its-factories-in-Germany-during-WWII

          • Não desviei conversa nenhuma, patego.
            Limitei-me a inserir um contexto histórico, anterior ao pacto de não-agressão nazi-soviético, onde fica demonstrado sem qualquer dúvida o carácter anti-comunista do nazismo. Para além disso, demonstrei como a Europa Ocidental foi a primeira a assinar pactos e a entregar de mão beijada territórios (a leste, claro) a Hitler, pensando que assim amansavam a besta.
            Já o último link, lorpa, é para demonstrar quem na verdade ajudou a ascensão dos nazis, como não podia deixar de ser, por trás do nazi-fascismo há sempre as corporações capitalistas, normalmente do bloco capitalista ocidental.
            Mais uma vez o Capelão Barretão fez figura de morcão.

            • Burro Albardado de vermelho, o que é obrigou os teus soviéticos a assinarem?
              A criação de uma zona-tampão alargada na Polónia, Polónia que já tinha sido do Império Russo, e que já tinha sido retalhada entre russos e alemães no passado?
              ‘Realpolitik’?
              Também queriam amansar a besta?
              Quem sabe mais do que tu, não tem respostas, deviam ter-te por explicador.
              Aqui fica a tua ração para hoje, come devagar que não te ponho mais nada na gamela. 🍌
              Amanhã se não me esquecer, compro-te uma corneta e uma tambor, a corneta para soprares e o tambor para te ajudar a marcar passado. Ainda sabes marchar, Barretina?

              • Cantas muito (à capela), mas não encantas. Fazes parte de algum coro de canto gregoriano, Capelão Barretão?
                Agora, depois de teres sido mais uma vez albardado, já paravas de fazer figuras tristes.
                Até na zoologia te confundes e baralhas todo, vai ver se o mar dá cavalas, hipocampos, e unicórnios marinhos.

  3. Já havia o Nostradamus do Minho, que hoje assumiu a sua crença apolítica (literal e biblicamente), transpondo desse antigo livro o núcleo essencial das suas profecias, agora temos o profeta capelão, que caga lérias e postas de pescada, sempre mencionando o perigo comunista latente e imitente, passado, futuro e presente.
    Sendo que o comunismo nunca tomou conta da Europa Ocidental, e não é por isso responsável pela sua história recente como são o colonialismo, o fascismo, o nazismo, o franquismo, o salazarismo, com todo o seu impacto histórico, social e político causal, inclusive na formação dos políticos e agentes corporativos actuais e menos recentes…
    Isto no passado recente, e agora 50 anos depois da Revolução do 25 de Abril, em pleno contexto da nova “Primavera Marcelista” reversa (em Portugal), com grunhos aos urros, cartilheiros dos painéis futebolístico-televisivos auto-proclamados devotos de Nossa Senhora de Fátima, misturando os 3 F (Fátima, Futebol e Fado) numa fórmula tão bacoca e patega que serve perfeitamente para aqueles que por ela foram formatados décadas inteiras…
    E lá fora temos a demagoga Ursula von der Leyer a seguir a mesma comunicação opaca, que esconde intenções superiores aos interesses colectivos dos países e povos, que apenes verte bitaites ridículos e tiradas dignas de um Grouxo Marx, pensando que com essa linguagem para pategos convence metade da Europa, sendo que a outra vai por arrasto da censura e da propaganda de massas.
    E depois vem um patego, lá está, falar nos comunistas e na URSS, quando esta “deitou abaixo” o muro de Berlim em 1989 e foi sempre recuando e minguando desde aí… até que apareceu o Putin.
    E restabeleceu um regime de oligarcas corporativos, constituindo uma nova elite económica em consonância com as elites militares (com mais ou menos perestroikas e kaputs), e formou um novo bloco de capitalismo de estado gerido com pulso de ferro e hegemónico.
    Mas aqui o capelão ainda acorda de noite estremunhado, a sonhar e a balbuciar a culpa dos comunistas, e a ter pesadelos com o incêndio do Reichstag, mas o de 9 de Maio de 1945 e não o de 1933. Há malucos para tudo…

      • Espero que tenhas percebido pelo último comentário por que te alcunhei capelão.
        É a mesma conversa de antanho, ultra-montana, presa no tempo, refém de clichés (dogmas), carregada de misticismo obscurantista, preconceitos difusos, insinuações vãs de conteúdo concreto…
        A partir de agora a tua alcunha – (família de) palavra engraçada que contém um anagrama de Cunhal, o némesis incrustado na tua mente como Satanás na de um pároco ou padre cura, que ressurge subconscientemente quando passas pelos reinos de Hipnos e Morpheus, e conscientemente quando aqui vens divagar) – vai evoluir e serás promovido a Capelão Barretão.

  4. A UE vai ter o mesmo fim que a URSS. Os EUA embarcarão numa Guerra Civil. O problema é saber quem é que nos EUA, desempenhará o papel de Rússia e ficará com a guarda das armas nucleares. Os dirigentes europeus representarão o papel dos comunistas do PCP, recusar-se-ão a admitir que o seu Mundo caiu. Ambos foram formados no exterior, e é ao exterior que devem a sua obediência.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.